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Ainda não era 0:30h, a lua estava majestosa no manto negro do céu noturno, numa temperatura agradável, e os 32 bikers corajosos já estavam reunidos no ponto de encontro.

 

Os cabeças já davam voz de partida para começar a 5ª edição do evento mais assustador do MTB em Colatina.

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No nosso primeiro ponto de reagrupamento (fábrica de mariola – Macuco), já deu pra notar que seria uma grande jornada, com um rítimo de pedal bom, não muito forte e nem muito fraco, fazendo uma média de 17 Km/h que se manteve até o final.

Os 32 bikers imbuídos de seu melhor espírito aventureiro, devidamente equipados com faróis e sinalizadores, e entusiasmados para dar início a 5ª edição do renomado pedal “A VOLTA DOS MORTOS VIVOS”.

Só uma observação: Por motivo de “sei lá o quê” o criador desse pedal (Gustavo psyco II), nunca participou do mesmo, alguns falam que a própria Samara em espírito e verdade se materializou para ele e o convenceu de nunca aparecer. E assim ele se manteve longe do pedal que ele próprio criou.

SAMARAO objetivo principal dos 32 ciclistas, era evitar a SAMARA. Mas “Ela” deu o ar da graça em alguns obstáculos que se materializaram na forma de cercas, valetas, cascalhos, galhos e porteiras. Mas a presença da lua Cheia, um símbolo quase universal de feminilidade. Mas entre os Maias, que adoravam o Deus Sol, a Lua era a sua consorte e o seu aspecto era negativo. Para Plutarco, a Lua era a morada dos mortos de boa índole antes da sua segunda morte, que seria um novo nascimento, é aí que entra a SAMARA… Mas, enfim, para nós, a Lua dava esperanças de melhores acolhidas mais à frente, ao longo dos 100km de chão que iríamos percorrer.

Nossos aventureiros prosseguiram, partiram rumo ao segundo ponto de reagrupamento, ao se deparar com a primeira subida, os bikers se alegraram, pois esta ainda era a menorzinha da noite, no topo, reagrupamos e partimos para o terceiro ponto… Aí sim Brother… Depois deste, o bicho pegou, começamos uma subida constante e depois veio a escalada, lembro do Valmir (da extincol) me perguntando sobre a subida que todo mundo falava, pois até então ele não teve dificuldade nenhuma em pedalar, _”está muito fácil para um pedal que tem fama de ser bruto e difícil”, disse ele rindo… Poucos minutos depois presenciei o aventureiro (Valmir) fazendo o possível para vencer o morro, mas antes de alcançar a metade da montanha, desceu e empurrou sua bike, logo, alguns companheiros (provavelmente por solidariedade) fizeram o mesmo.

Ao alcançarem o topo da montanha, os exploradores fizeram outra pausa para reagrupamento, e aí veio o pior… Uma descida (daquelas que acabam com as pastilhas de freio), fazendo jus ao nome do pedal, uma descida cascalhada e cheia de armadilhas, valetas profundas e “cotovelos” que quase não dava para realizar sem derrapar o pneu traseiro. Teve algumas quedas, (claro e óbvio que eu também caí, hehehe!).

Nesse ponto vale o registro de um fato importante, o qual deverá ser inscrito nos anais da equipe de aventura NGº (ui!) e sempre lembrado. Na segunda edição do passeio, nós fizemos no sentido contrário, em vez de descer, subimos esta montanha descomunal (Alto Baunilha), e apenas um biker conseguiu pedalar o morro todo sem colocar o pé no chão. Seu nome? Adailto, francamente ele merece este reconhecimento.

Loja - Colatina

lucio Loja – Colatina

A partir daí foi um passeio pelo cerrado até chegarmos ao próximo patrimônio, Barra do Triunfo e logo depois Acioli. Nesse ponto, nossos brothers se alimentaram com café e sanduiche, oferecido pelas almas bondosas do Lemão da Bike e do Lúcio Bike, que seremos gratos pela dedicação e amor ao esporte e também pela confiança em nossos eventos.

Nossos destemidos ciclistas continuaram sua exploração pelos caminhos estreitos de fazendas. O trecho seguinte foi de pura diversão. Uma agradável sequência de descidas e subidas não muito íngremes, com downhill ao single track, passando por túneis e ribanceiras com uma bela paisagem rural noturna, sendo clareada pela sempre presente lua cheia.

Após chegarmos próximos a Lagoa do limão, muitos dos brothers que já conheciam o caminho para chegar à fazenda do Xuxa Campostrini, partiram na frente pois ali seria oferecido o café da manhã. O dia já estava raiando e com ele a fome dando seus primeiros sinais, mais uma vez o Lemão e o Lúcio se mostram o quão são indispensáveis em um evento desse porte. Vencidos os obstáculos e dado ao avançado da hora, decidi encerrar o pedal ali mesmo e voltar ao ponto zero (Colatina, a 30km).001

Nem tudo foi explorado, nem todos os segredos revelados. Samara que nos aguarde em 2014…

Obrigado especial ao stanley, ao Lemão da bike e ao Lúcio bike, ao Xuxa Campostrine e aos bikers que vinheram ao nosso encontro no domingo para nos acompanhar e compartilhar nossa alegria de completar mais este desafio, e claro, ao Brunel S. Silva (o Lanterna Verde) e seu amigo Ricardo (já um parceiro de aventuras náuticas) que sairam de Aimorés- MG para prestigiar nosso evento, e a todos os 32 ciclistas corajosos que abrilhantaram este evento que sem dúvida vai ficar para sempre em nossas lembranças.

Muito obrigado.

Equipe de aventura no Grau°