Há alguns meses atrás perdemos um irmão ciclista em um acidente de trânsito…

Há alguns meses atrás Sossai foi brutalmente jogado para fora da estrada que liga Colatina a São Roque do Canaã por um motorista enfurecido pela incompatibilidade de velocidade da bicicleta e seu carro…

Marina teve o pé quebrado por um motociclista…

Rodrigo Caliman teve a clavícula quebrada por um caminhoneiro que não o viu e abriu de vez a porta de seu caminhão…

Ontem (11/09/2013) foi a vez do Laudimar levar uma fechada brusca de um ônibus da Joana D’arc em São Silvano, o motorista estava encostado no ponto e simplesmente ligou a seta saiu sem olhar no espelho retrovisor, nosso amigo ciclista ficou espremido com o ombro encostado na lateral do ônibus e outro carro estacionado na lateral da rua, quase deu merd…

Índice

Garanto que tem muito mais relato, ficaria o dia todo contando…

Aí faço a pergunta…

Será que nós ciclistas somos INVISÍVEIS?

Ás vezes me pergunto se nós CICLISTAS somos invisíveis, pois a impressão que tive ontem (11/09/2013), é que somos sim. Não falo só pela falta de ciclovias e ou ciclofaixas em nossas cidades, mas na falta de respeito de alguns motoristas que se dizem profissionais ou mesmo aqueles que utilizam seu carro ou moto apenas para se locomover. Preconceito e falta de informação ainda existem, e são vividos frequentemente por nós, pois quando vamos para o trabalho ou escola de bicicleta, somos taxados como “classe baixa da sociedade” Mas há também uma enorme falta de interesse de motoristas em aceitar dividir o trânsito com bicicletas, em conhecer, nosso dia a dia, nossas limitações de velocidade, como, também, nossas alegrias e nossas superações. Quantas vezes, nós fomos xingados, levamos fechadas e esbarrões, sem ao menos o condutor parar e dizer “me perdoa”.

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Gente, não somos invisíveis, somos pessoas com uma história de vida, sonhos, medos, desejos e realizações como qualquer “motorista” ou “motociclista” que esteja no conforto do banco de seu meio de transporte possante…

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Pelo amor de Deus! Os Motoristas ou motociclistas têm que parar de pensar que nós ciclistas não existimos, ou não precisamos de ruas para transitar. Somos mais lentos que vocês, eu sei, mas podemos interagir com veículos motorizados. O que precisamos somente é sermos vistos, notados e respeitados e consigamos viver num transito realmente justa para todos.

Só falta usarmos um letreiro luminoso com a frase: Estou aqui, nós existimos, fazemos parte do trânsito, olhe para nós como olha para qualquer outro meio de transporte.

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Basta que a sociedade como um todo nos enxerguem e nos dê condições para que consigamos ir e vir

“Ah! Vamos fazer passeatas, fechar a ponte, quebrar tudo, será que apenas dessa maneira é que seremos realmente “vistos”? Bobagem, não adianta estar na rua e as pessoas terem medo da gente “explodir em fúria”. É preciso conscientização, é preciso que o motorista nos veja como se fosse seu filho ou um parente próximo que está na bicicleta ao seu lado ou em sua frente. Só assim para quebrar as dificuldades entre motoristas e nós.

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Espero, sinceramente, que chegue o dia em que vivamos num trânsito realmente acessível, e que todos consigam se enxergar de verdade. Para isso é necessário uma mudança total de comportamento, pensem nisso.

Equipe de aventura NO GRAUº