Estava me sentindo um pouco indisposta, mas não queria ficar em casa. Resolvi fazer uma experiência. Combinamos que eu iria fazer o percurso de moto e ele de bike. Seguimos em direção ao Córrego do Macuco, ele no maior pique e eu na moto, no punho. Depois de pararmos um pouco para um bate-papo no pesque pague Brisa da Montanha seguimos nosso caminho, ao todo, aproximadamente 30 km. Cheguei em casa toda empoeirada e suada, mas faltou algo nessa aventura.
No outro dia fui “pedalar” e fizemos o mesmo caminho do dia anterior. Cheguei a algumas conclusões sobre a diferença entre uma situação e outra: o barulho da moto me atrapalhou a ouvir os sons das árvores balançando, dos passarinhos cantando e isso considerei um ponto negativo; o capacete da moto limitou minha visão bem mais que o capacete da bike por ser mais fechado, outro ponto negativo. A adrenalina de pedalar, a sensação de vencer os obstáculos na força, na persistência, não tem preço.
Colatina está cheia de motociclistas equipados fazendo trilhas, curtindo a emoção de altas velocidades. É um tipo de aventura que merece todo respeito. Além disso, as motos têm seu lugar, sua função, sua importância no dia-a-dia de muitas pessoas.
No entanto, em se tratando de esporte, cada dia dou mais valor aos que têm como motor o próprio corpo.
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