chips
(5 comentários, 4 postagens)
Este usuário não compartilha informações pessoais
Postagens de chips
Pedal de carnaval?? Pancas 18/02/2012 – Caminho Maldito
50Pois então! Vamos fazer o tal caminho…
Algumas observações/recomendações:
- A última vez que fiz a parte mais “complicada” do pedal foi em Agosto/2011, portanto, não temos certeza de como estará o caminho… contudo, boa parte do caminho é utilizado pelos trilheiros de moto, então, fechada a trilha não vai estar.
- A distância é curta, porem são muitas subidas/descidas íngremes e muitas vezes técnicas, portanto, a km/h média vai ser baixa.
- Levar água/liquido suficiente, pois não existe muita “civilização” por onde passaremos e portanto não existe possibilidade de comprar algo no caminho até chegarmos em Lajinha, que já é na parte final do percurso. Existem vários riozinhos e córregos, que, quem não se importar, deve dar pra reabastecer as garrafinhas.
- Levar comida/gel para reabastecer as energias.
- Usar equipamentos de proteção (nem precisa falar né?)
Saia do estradão!
7O mais legal do MTB é que cada um pode “colecionar” o que gosta! Tem quem colecione kilometragem, existe quem colecione lugares, quem colecione eventos, quem colecione campeonatos, quem colecione títulos, quem colecione cervejas depois do pedal… eu coleciono momentos. Momentos de diversão, de superação, sair do lugar comum, entrar no meio do mato, desbravar no peito, buscar a melhor linha no singletrack, fluir pela trilha, produzir um pouco de adrenalina, tirar fotos, filmar, tentar algo novo, errar e tentar denovo…
E encontro esses momentos na maioria das vezes onde você dificilmente verá um carro, moto ou até pessoas passando…
Nada contra quem goste do estradão, mas quem nunca sai do estradão perde a oportunidade de conhecer o que há de melhor no Mountain Bike pra mim: Passar por lugares onde quase ninguém vai ou esteve, chegar em pontos que você nunca chegaria passeando de carro num domingo, e, em todos esses lugares, viver os momentos que te fazem estar, brevemente, longe de traços da civilização que nos cerca…
Não se trata de chegar a lugar algum, nem de sair de X a Y, nem de fazer tantas voltas, é sair de lugar qualquer para lugar nenhum com o comprometimento de se divertir… Isso é o que gosto.
Saia do estradão e conhecerão um MTB diferente! Junte-se ao movimento! É só chamar que eu vou!
PS: Eu de vez em quando costumo “colecionar” uns tombos também! Faz parte do esporte :D
Pedalando em Cusco – Peru
9Após programar efetivamente a viagem e notar que tinha um dia inteiro livre antes de começar a Trilha Inka, pensei: Por que não gastar parte desse tempo pedalando pela região de Cusco? …afinal, por que perder uma oportunidade de rodar nas grandes montanhas da Cordilheira dos Andes?
Pesquisei na internet e achei uma empresa que realizava trilhas guiadas na região, peguei o endereço por email para ir até a empresa quando estivesse lá…
No dia anterior tentei localizar a empresa pelo endereço e nada, com um sentimento de frustração a me consumir fui buscar alternativas. Localizei uma agência que aparentemente fazia alguns passeios de bike, mas como esses dias eram feriado (1 e 2 de novembro são Dia de Muertos no Peru) não existia guia para fazê-los, o máximo que podiam fazer eram me alugar uma bike para que eu fosse “solo”.
Combinei de passar no dia seguinte para pegar a bike às 9 horas da manhã… quando vi a bike, sinceramente, pensei em desistir… visualmente a bike parecia um frankstein: Quadro Scott USA antigo e pequeno para meu tamanho, suspensão de uns 120mm Suntour de mola/elastômero, sem regulagens e com graxa vazando pelas canelas, guidão e mesa Specialized, pedivela Suntour, cambio e passador dianteiro alivio 3v, cambio e passador traseiro Shiman SIS 6 velocidades, das quais só funcionavam 5, freios a disco mecânicos genéricos, um canote que mal mal deu o comprimento que precisava… a única coisa que me passou grande segurança na bike foi o par de Maxxis High Roler 2.5 que estavam nas rodas… pneuzão de downhill é bacana!
Mas a vontade de pedalar era maior, dei uma rápida revisada nos freios e suspensão para assegurar o funcionamento, calibrei os pneus, ajustei canote e posição de manetes e sai rodando…
Peguei um morro que subia no final da rua da agência e segui, aos poucos a cidade foi acabando e só me restava ladeira acima, ainda no asfalto. Cheguei a uma enorme placa do parque arqueológico ”Saqsaywaman“, tentei uma estradinha de chão… sem saída, mas pelo menos pude ver um vasto campo verde onde eram criados cavalos e alpacas (esses da foto). De volta pela mesma estrada e continuando a subir pelo asfalto passo em frente ao sitio, enormes terraços de pedra e pedras enormes talhadas e empilhadas.
Segui pelo asfalto e vi uma entrada pela cerca, não exitei em entrar… subi um morro e tive uma bela vista do parque arqueológico… até um funcionário do parque vir correndo atrás de mim dizendo que não poderia estar ali de bike.
Meia volta e segui subindo… em certo ponto a estrada se bifurcava, sendo que um dos lados estava fechado por um grande amontoado de terra… é era por ali mesmo que seguiria…
A estrada estava fechada, em reformas, com pedaços da pista despencados, e o visual das montanhas me impulsionavam morro acima.
O trecho fechado voltava a se juntar com outra pista adiante, esta movimentada com vários veículos e continuava a subir ao infinito… sim, as montanhas aqui são altas e longas. Subi mais um pedaço pelo asfalto, parei para tomar um gole d’agua e olhar no GPS onde estava e avistei um caminho de terra nas minhas costas… não pensei duas vezes, fui colocar a bike no terreno pra que ela foi feita.
Segui uma bela e rápida descida com pedras e cascalho onde dividi o caminho com pessoas que cavalgavam pelo local… Cheguei no “Templo de La Luna“, uma grande rocha, onde tem-se um altar entalhado na pedra para adoração a lua… e também serviu para me dar uma boa visão para decidir por qual caminho seguiria.
Escolhido o caminho, pernas a obra… Comecei a passar por trilhas, subindo e descendo, com terrenos variando de chão batido e pedras soltas nas subidas até pequenas escadas/contenções nas decidas… pedalei por algum tempo sem ver ninguém, apenas com o barulho dos riachos e com o visual das montanhas (inclusive com picos nevados) ao meu redor… até que chega um momento e… ué cade a trilha?
Catei o GPS e vi que o local mais próximo era uma vila chamada “Yuncaypata“, peguei a direção e fui no rumo… depois de literalmente escalar alguns barrancos carregando a bike cima, cheguei num plano onde conseguia ver a vila a uma certa distância… Segui pedalando até chegar lá. Desse ponto em diante comecei a parar menos para fotos e segui com um pouco mais de pressa… o horário estava se estendendo e tinha combinado de almoçar com minha esposa…
Ao chegar na vila me senti transportado a uns 3 séculos atrás… imaginem uma vila da época feudal, casas rebocadas de barro, ruas de terra batida, crianças, cachorros, porcos, todos sendo “criados” juntos nas pequenas ruas… encontrei alguém, pedi a informação de como voltar para Cusco e segui caminho morro abaixo, veloz e confiante.
Em grande parte do percurso senti falta da minha bike, mas, principalmente aqui, com muitas descidas, ô vontade de trazer minha bike de casa.
Depois de bastante descida, a estrada acidentada foi afinando até se tornar um single-track… segui descendo até que, ao soltar o freio traseiro antes de uma curva a roda continuou travada…
Fui verificar e a pinça de freio estava realmente travada, forcei para liberar e quando tentar freiar… manete mole… o cabo do freio traseiro tinha estourando em algum lugar dentro do conduíte.
Sem muita opção, segui devagar e onde a coisa ficava mais tensa, descia e empurrava… não dava pra ficar arriscando morro abaixo somente com o freio dianteiro…
Mais um bocado de singles e saio num vale, passo sobre um riacho e um belo morro para subir… lá em cima, avisto a cidade de Cusco próxima… entrei na cidade um pouco longe do hotel e tive que andar ainda uns 3km dentro da cidade até chegar depois de 4 horas de pedal e encontrar minha esposa chorando achando que tinha morrido.
Explorar um local totalmente diferente é uma experiência fantástica e me fez lembrar uma dica que tinha lido há algum tempo, que declaro verdadeira e repasso: “Em vez de investir muito dinheiro na sua bike, invista um pouco em encontrar lugares para se pedalar“.
Mesmo com uma bike medíocre e fora do meu fit, consegui me divertir um bocado!
Agora, era descansar e se preparar para os 4 dias de hiking da Trilha Inka a caminho de Machu Picchu que começariam no dia seguinte…
Pancas
8E pra quem ainda pensa em passear por Pancas uma hora…
… vai dar jambo!











COMENTARIOS